O Rapaz e o Monstro: Os sentimentos de Kumatetsu e Kyuuta

Embora a sua real data de lançamento esteja situada em Julho do ano Passado, apenas recentemente o Netflix disponibilizou em seu catálogo a primeira fonte brasileira de streamming oficial desta obra. Sendo lançado publicamente no dia dezenove (19) de Outubro de 2016, O Rapaz e o Monstro (Ou, no original japonês Bakemono no Ko), é a mais nova obra de Mamoru Hosoda, um renomado e famoso diretor de longa-metragens animados japoneses.

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Famoso anteriormente por premiados filmes como Summer Wars e Wolf Children, Mamoru Hosoda recebe muitos elogios que tratam sobre como ele tenta fazer com que seus filmes possam ser aproveitados por públicos de idades diferentes, com aspectos que podem ser absorvidos de formas diferentes por indíviduos com vivências diversas. De certa forma, muito de sua filosofia de produção de filmes pode ser comparada com certa afinidade aos filmes da já gigantesca e famosa Studio Ghibli.

“O Rapaz e o Monstro” reafirma essa intenção do diretor. Encontramo-nos na história acompanhando a trajetória de Ren, um jovem garoto que acabou tendo sua vida destruída e despedaçada quando sua mãe morre e ele não é permitido a se encontrar com o pai divorciado. Rebelde e extremamente contrariado com a ideia de morar com parentes com quem não simpatiza, o garoto foge de casa. E é perdido nas ruas que sua vida começa a tomar um rumo que ele nunca poderia esperar: Subitamente, Ren se depara com um monstro, uma criatura bestial com corpo humanóide, que muito se assemelha com um urso. O monstro encapuzado brinca com a criança, perguntando se ele queria acompanhá-lo, e depois desaparece.

Ren, depois do susto inicial, segue-o. Desta forma descobrindo que existe, do outro lado de um portal oculto no meio da cidade, um mundo onde aquelas feras humanóides vivem. E daí, começa a sua nova aventura. Este filme é uma animação feita pelo Studio Chizu, fundado e dirigido pelo próprio Mamoru Hosoda, que depois de anos trabalhando dentro da Madhouse decidiu seguir seu próprio caminho. Numa mescla de um CGI de não tão alta qualidade e a animação e o character design já conhecido da equipe do diretor, a história flui muito bem, num misto de cotidiano com as aventuras e provações dos dois protagonistas, o teimoso e rabugento Kumatetsu, e seu novo aprendiz, o encrencado Ren, que agora é chamado de Kyuuta.

 

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A carga emocional que é apresentada pelo anime no seu correr é incrível, tratando de assuntos de certa forma até bem delicados; mas de forma geral, todos eles tocam no mesmo ponto inicial: A Família. Assim como em muitos dos filmes de Mamoru Hosoda, boa parte do drama mais forte da obra é embasada nas relações familiares dos personagens desta animação, sejam eles humanos ou monstros. E talvez pelo diretor já estar tão habituado com esta habilidade de brincar com sentimentos de fraternidade, nós vemos em sua primazia esta capacidade no correr do filme. O Rapaz e o Monstro não é o melhor filme de Mamoru Hosoda, ele tem suas falhas, mas mesmo assim, com certeza é uma obra que merece ser assistida, independente de sua idade. Muito para que seja valorizado a capacidade técnica da animação japonesa, e outro tanto também para que você aprenda uma coisa ou outra sobre o significado de Família e dos laços que vem inerentes ao tempo.

 

 



Redação Diplomacia Nerd

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