Batman – A Piada Mortal

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Nessa obra o autor Alan Moore retrata mais uma fuga do Coringa, ao mesmo tempo em que Flashbacks da memória do palhaço psicopata, revelam como ele chegou até ali e como se tornou quem é. Dessa vez, o arquivilão do homem-morcego sequestra Jim Gordon e o leva até um parque de diversões que adquiriu e moldou ás suas loucuras. Para o Coringa a única coisa que o separa do resto das pessoas, é um dia ruim, e é exatamente com essa linha de raciocínio que ele tenta dar ao Gordon o que seria o pior dia de sua vida. No Show de horrores proporcionado pelo palhaço ao Comissário, são reunidas uma série de imagens onde Barbara Gordon aparece nua, ensanguentada e possivelmente estuprada pelo Coringa. Mesmo com tal atrocidade, Gordon não se deixa abater e não se entrega a loucura, ainda que lhe seja dado o pior dia de sua existência, o expondo a inúmeras humilhações e situações degradantes, o que acaba contradizendo a teoria do Coringa, é aí que Batman entra em ação e mesmo com o comissário dizendo para o Cavaleiro das Trevas não matar o Coringa o fato foi possivelmente consumado, depois da piada do palhaço a respeito de dois homens no hospício.

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“Escute só … Tinha dois caras no Hospício! ”  No entanto isso não passa de apenas teoria. O interessante é, que apesar de A Piada Mortal ter atingido essa magnitude, Moore não gosta desse trabalho, pois segundo ele, o mesmo não desenvolveu a complexidade dos dois personagens como deveria, e que a trama não tem o teor profundo que os personagens principais (Batman e o próprio Coringa) carregam em toda sua trajetória histórica. Outro fato interessante é que ele detesta o fato de Barbara ter sido baleada, fato curioso não acham? E aproveitando a ocasião deixou claro que os eventos externos que aconteceram depois dessa história, não deveriam ter tido tanta relevância, tampouco ter dado continuidade a partir dos acontecimentos mostrados na hq, aos outros personagens, como por exemplo, a partir dali Barbara que era a Batgirl se tornaria a oráculo.

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Lançada originalmente em 1988, pela DC Comics nos EUA, A Piada Mortal trouxe elementos decisivos para a história de todas as personagens do universo de Batman envolvidas naquela edição.  Brian Bolland declarou que teve como influência para as cores dos Flashbacks em preto e branco o primeiro longa de David Lynch, o fantástico Eraserhead”, que nos remete ao preto-e-branco industrial, característico da época.

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Outro fato interessante é a invasão do Coringa e seus capangas a casa de Gordon, que também foi inspirada na cena em que os Droogs invadem uma casa e além de se aproveitar da incapacitação física de um homem, que lá vive, estupram sua mulher em Laranja Mecânica.  A piada mortal é uma história que quebra diversos paradigmas dos quadrinhos. Antigamente, a relação herói-vilão era simplista. O herói é a representação do Bem e, o vilão, a do Mal. Com o passar do tempo, especialmente depois da revolução proposta por pessoas como Frank Miller, Stan Lee, Jack Kirby entre outrosessa relação mudou um pouco. A relação Bem x Mal ainda está lá, obvio, no entanto, o herói deixa de ser um ser perfeito e passa a apresentar problemas e conflitos internos comuns a qualquer pessoa. O vilão, por sua vez, torna-se um tanto quanto mais complexo, apesar de sua importância ainda se manter inferior à do herói, inda é ele, o vilão, que extrai do herói o que ele tem de melhor e faz com que o mesmo supere seus limites, afinal sem vilões não haveriam heróis.

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Os anos 80 foram os melhores para muita gente, tanto no universo musical quanto no cinematográfico, nos quadrinhos não foi diferente, a década de 80 nos trouxe obras referenciais do Homem-Morcego. A Piada Mortal, ao lado de Batman: Ano um e O Cavaleiro das Trevas está entre uma das mais importantes histórias já estreladas pelo Homem Morcego. Mesmo que nesse caso em especifico ele seja apenas um coadjuvante, já que em A piada mortal, o protagonista é o Coringa. Concluímos então, que qualquer fã, não somente de Batman, mas do universo dos quadrinhos em geral, deve ter essa história em suas coleções.

 



Redação Diplomacia Nerd

Um seleto grupo de nerds, protótipos de escritores, munidos de café ☕ e com uma mochila repleta de livros e quadrinhos 📚


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