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Vampiro Americano

Las Vegas, Nevada a cidade do pecado no ano de 1936. Os dias de brilho e glamour ainda estão longe de chegar. Mas graças aos jogos de azar, prostituição e crimes violentos como principais atividades econômicas, essa cidade fora da lei já começa a ser chamada de “Cidade do Pecado”. E Cash McCogan, o chefe de polícia casca grossa está pronto para fazer uma faxina no local – mesmo que isso signifique encarar um consórcio podre de rico que está construindo a impressionante barragem Hoover próximo dali.

Existe apenas um problema: O rio Colorado não é a única coisa que está “condenada” naquelas imediações. O primeiro e mais mortal de sua raça, o vampiro americano Skinner Sweet se estabeleceu na Cidade do Pecado. É o seu tipo de lugar, um daqueles onde qualquer vontade pode ser saciada mediante ao preço certo. Mas ele não é a única sanguessuga que quer cravar suas presas em Vegas. Uma guerra sem precedentes entre os vampiros mais perigosos e sanguinários do mundo está prestes a eclodir – com a participação de uma sociedade secreta dedicada a acabar com os monstros definitivamente.

O escritor Scott Snyder e os desenhistas Rafael Albuquerque e o ilustre Stephen King foram os responsáveis por ter dado o sangue para eternizar esse conto de horror em quadrinhos.

O principal ponto de partida e foco da história é o desenvolvimento de uma nova espécie de vampiro, partindo do pressuposto de que a teoria da evolução se aplica a TODAS as espécies. A linhagem dos vampiros americanos começa com Skinner Sweet e são diferentes dos vampiros tradicionais em alguns aspectos fundamentais e já conhecidos. Mas, nada de brilhar no sol ou algo parecido. A obra é carregada de referências e pontos históricos, é basicamente como se a cada volume de Vampiro Americano um pedacinho da história dos Estados Unidos fossem retratados no quadrinho. O primeiro Volume é dividido em duas narrações, sendo essas, uma narra a origem do primeiro vampiro americano em formato bibliográfico escrita pelas mãos do mestre Stephen King e a outra em formato atemporal pelo gênio Scott Snyder.

  • Skinner Sweet pelas mãos de KING

O ano é 1925.

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No relançamento de seu livro, o autor explica que a história de seu livro Bad Blood é inspirada em fatos reais e que tudo realmente aconteceu da forma mais sangrenta possível, não uma mera narrativa de ficção. Em uma conferência o autor é descreditado e chega até a sofrer chacotas por membros da audiência, ele explica os eventos como eles realmente aconteceram: o narrador explica que acompanhou o detetive James Book que fez da sua missão de vida encontrar e capturar o procurado bandido Skinner Sweet: um ladrão e assassino maldito viciado em doces.

A história começa quando Book finalmente atinge seu objetivo e os comparsas de Sweet tem que ajudá-lo a escapar. Na fuga, uma série de problemas ocorre e nosso bandido favorito acaba por se transformar em vampiro. O problema é que ele é dado como morto e enterrado “vivo”. Décadas depois, um Skinner violento, faminto e profundamente irritado, finalmente se livra da sua cova e vai atrás dos responsáveis pelo seu desagradável destino.

  • Skinner Sweet pelas mãos de Snyder

A linha temporal também se passar em 1925

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Pearl Jones é uma atriz no inicio de uma difícil e esforçada carreira tentando atingir o estrelato em Hollywood. Quando ela é convidada para uma festa de figurões californianos, seu estranho vizinho tenta alertá-la de que talvez aquilo não seja uma boa ideia.

Na festa, a inocente Pearl é atacada e subjugada por um grupo de homens monstruosos que a mordem em todos os lugares de seu corpo e sugam o precioso liquido escarlate. A jovem senhorita Jones encontraria a morte se não fosse pelo sedutor Skinner que a transforma em uma criatura como ele: um vampiro evoluído e dá a ela a chance de buscar sua vingança. Chance que ela hesitará em desperdiçar.

 

A arte é do brasileiro Rafael Albuquerque que não fica por baixo dos gênios aos quais o artista desenhou o roteiro, a arte do brasileiro é rica em detalhes e explora com perfeição os traços dos personagens seguindo um padrão tradicional carregado de muito sangue e expressão. A forma de como os arcos são alternados torna a narrativa especialmente ainda mais interessante porque o leitor é apresentado a elementos de forma descontínua o que faz com que as cenas de suspense e plot twits sejam, realmente, inesperadas e cheia de surpresas. Tudo é jogado de maneira certa e por nenhum momento chega a parecer forçado.

Vampiro Americano tem até agora cinco encadernados de luxo lançados no Brasil e isso é só o começo.



Redação Diplomacia Nerd

Um seleto grupo de nerds, protótipos de escritores, munidos de café ☕ e com uma mochila repleta de livros e quadrinhos 📚


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